Capítulo 133

482 Words

O silêncio que se seguiu à saída dos garotos de programa era mais opressivo do que o barulho deles a fodendo por dinheiro. Vitória permaneceu encolhida na cama, o cheiro de sexo e perfume caro misturado ao cheiro fantasma de pólvora que ela nunca conseguiria se livrar, mesmo mudando de apartamento. O vazio em seu peito era uma ferida aberta. — Desculpa, Jean — ela sussurrou para o quarto vazio, as palavras um gosto amargo em sua boca. — Desculpa, meu amor. Mas era você ou eu. As lágrimas que vieram agora não eram de performance. Eram lágrimas quentes de raiva e autocomiseração. Raiva por ele tê-la forçado a fazer aquilo. Raiva por ele não ter sido forte o suficiente. Raiva por ele ter ido embora, deixando-a com o eco de seu prazer e a realidade de sua solidão. E então, o rosto de out

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