Na manhã seguinte, o apartamento de Vitória estava impecável. Não havia vestígios da noite anterior, nem da comemoração com William, nem do luto por Jean. Havia apenas uma calma tensa, a espera. Elias Fontana não anunciou sua chegada. A porta simplesmente se abriu, e ele entrou, usando a própria chave. Era um homem que exalava um poder silencioso, o terno perfeitamente cortado, os cabelos grisalhos penteados para trás, os olhos de um verde idêntico aos da filha, mas sem o fogo, apenas o gelo. Ele a encontrou na sala, parada perto da janela. — Eu sei que não tenho te acompanhado muito ultimamente, Vitória — ele começou, a voz calma, sem pedir desculpas. — A empresa tem demandado minha atenção. Estamos tendo nosso melhor ano no mercado internacional. Ele caminhou lentamente pela sala

