O jantar terminou, mas a sensação de calor e pertencimento permaneceu, pairando sobre a cozinha como o aroma dos chilaquiles. Enquanto Mateo recolhia os pratos, assobiando, Alessandra e Gabriel permaneceram sentados, simplesmente aproveitando a companhia um do outro. A paz era um bem tão raro e precioso que ambos hesitavam em quebrá-la. Mas a noite lá fora era um lembrete constante de que a guerra não havia tirado uma folga. — Eu preciso ir — disse Alessandra finalmente, a voz um suspiro relutante. — Se eu passar mais uma noite aqui, será arriscado... não posso dar ao William a prova que ele precisa. Mateo, que secava a louça, interrompeu a conversa com um tom de brincadeira, mas com uma preocupação genuína por baixo. — E você vai sair assim, pela porta da frente? Cuidado, hein — e

