O Juiz Edgar Montenegro m*l conseguiu terminar o jantar. As sobremesas mais finas de São Pietro tinham gosto de cinzas em sua boca. Ele respondeu às perguntas de sua esposa com monossílabos, a mente a mil, revivendo a calma aterrorizante no olhar de Cesar Mendonça. Assim que entrou no carro, com a esposa ao lado, ele discou um número em seu celular pessoal, fingindo estar falando com um colega de trabalho. — Preciso de um parecer seu sobre aquele caso... o Abner — ele disse, a voz tensa. Do outro lado da cidade, William atendeu, surpreso pela ligação do juiz. — Meritíssimo? Aconteceu alguma coisa? — Aconteceu, sim, seu i*****l! — Montenegro sibilou no telefone, a voz um sussurro de puro pânico, enquanto a esposa olhava distraidamente pela janela. — O Mendonça. Cesar Mendonça. Ele

