O carro de Vitória cortava o trânsito de São Pietro com uma agressividade contida. Ao lado dela, William segurava um lenço de seda contra o rosto, o tecido caro rapidamente se manchando de um vermelho vivo. A adrenalina da fuga dava lugar a uma dor pulsante. — Aquele filho da p**a luta boxe — ele resmungou, a voz anasalada e cheia de dor. — Eu senti no jeito que ele bateu. Ele quebrou o meu nariz. — Eu sei — Vitória respondeu, os olhos fixos na estrada, a calma dela sendo quase um insulto. — É exatamente por isso que estamos indo direto para o hospital. William a encarou, confuso. — Para o hospital? — Corpo de delito, querido — ela disse, como se explicasse algo óbvio para uma criança. — Um laudo médico detalhado, algumas fotos bem dramáticas do seu rosto... um nariz quebrado pel

