A noite no Lago Menfis era de um silêncio quase sagrado, quebrado apenas pelo zumbido constante de um gerador portátil e pelo coaxar distante de rãs na escuridão. O ar frio descia sobre a margem, fazendo com que Jean apertasse mais o casaco em volta do corpo. Ele estava ali há horas, um vigia solitário em seu próprio purgatório, o rosto uma máscara de tensão iluminada pela luz dura dos refletores que trouxera. As luzes transformavam a cena em um palco surreal: a grama úmida, a beira lamacenta do lago e a água n***a e imóvel, que parecia um pedaço de vidro obsidiana. Alguns moradores locais, cujas casas ficavam espalhadas pelas colinas próximas, haviam se aproximado, atraídos pela movimentação. Formavam um pequeno grupo silencioso, compartilhando o suspense daquela busca incomum. Na á

