A tarde na mansão Mendonça era de um silêncio pesado. Enquanto Alessandra liderava sua Equipe Boreal do seu quarto, Cesar Mendonça resolvia outros problemas. Borges entrou sem bater, a presença dele tão silenciosa quanto a de um fantasma. Ele se postou diante da mesa do patrão, o rosto impassível como sempre. — A vigilância da polícia continua nos portões — relatou Borges, a voz neutra. — Dois homens por turno. Discretos, mas presentes. Cesar dispensou a informação com um aceno de mão. Aquilo era ruído, burocracia. Ele estava focado no ataque. — O carro, Borges. O que você tem sobre o carro? — Agimos assim que o senhor mandou — Borges começou, seu tom factual como o de um relatório de inteligência. — Minha equipe acessou as gravações de todas as câmeras de segurança privadas num

