A sala de espera do Instituto Médico Legal era um lugar onde o tempo não passava, apenas pesava. As paredes brancas, o cheiro de desinfetante e o silêncio desconfortável criavam uma atmosfera de limbo, um purgatório onde as famílias esperavam por notícias que transformariam a esperança em certeza, ou a incerteza em dor. Jean estava sentado em uma das cadeiras de plástico desconfortáveis, cercado por sua família. Seus pais, envelhecidos por uma década nas últimas semanas, estavam de um lado. Do outro, seus primos, os rostos tensos, oferecendo um apoio silencioso que era a única coisa possível naquele momento. Eles não falavam. Apenas esperavam. Por horas. Cada vez que uma porta se abria no final do corredor, todos os olhares se voltavam, os corações em uníssono parando por um instante,

