As duas últimas semanas haviam sido um borrão de luto anestesiado. Jean se isolou em seu novo apartamento, um espaço impessoal e moderno que ele m*l reconhecia como seu. As únicas visitas que recebia eram de sua família. Eles se sentavam em silêncio, compartilhavam histórias antigas e boas sobre Débora, momentos de risadas e cumplicidade de quando ela ainda estava viva. Aquilo aquecia seu coração por breves instantes, mas não o curava. A dor era um companheiro constante, e os remédios apenas a mantinham sob uma camada fina de gelo. Ele pegou o celular, um ato que se tornara raro. A tela de bloqueio mostrava um mundo com o qual ele não queria se conectar. Havia duas mensagens de Alessandra, visualizadas há dias, que ele não tivera coragem de responder. Eram simples e gentis: "Oi, Jean.

