O som da campainha m*l havia silenciado quando a porta se abriu. Gabriel estava ali, o rosto passando de uma surpresa confusa para uma preocupação terna ao vê-la. Ele abriu a boca para falar, para perguntar o que havia acontecido, mas Alessandra não lhe deu tempo. Ela se lançou para frente, cruzando o limiar do apartamento como uma força da natureza. Suas mãos agarraram a gola da camisa dele, puxando seu rosto para o dela, e seus lábios se chocaram em um beijo desesperado e faminto. Não havia nada da ternura da última noite em que estiveram juntos; aquilo era urgência, uma necessidade de apagar o veneno do encontro com Vitória, de se ancorar em algo real e intenso. Surpreso por um segundo, Gabriel respondeu com a mesma ferocidade. Ele a envolveu pela cintura, chutando a porta para fe

