A manhã seguinte começou com Gabriel voltando ao seu posto. Após uma noite de sono reparador, a primeira em quase uma semana, ele chegou cedo ao Hospital São Lucas, esperando encontrar o mesmo corredor frio e solitário da UTI. Mas a cena que o recebeu o fez parar no meio do caminho. A pequena sala de espera, antes um lugar estéril de ansiedade, havia sido transformada. Sobre uma mesinha de canto, havia uma garrafa térmica de café fresco, cujo aroma preenchia o ar, e uma cesta com frutas e lanches. E, sentadas em duas poltronas, conversando em voz baixa como se fossem velhas amigas, estavam Helena Mendonça e sua mãe, Maria José. — Mãe? — Ele disse, surpreso. As duas se viraram, os rostos se iluminando ao vê-lo. — Bom dia, meu filho — disse Maria José, a voz firme. — Eu não dei

