"...três..." A contagem regressiva de Vitória era um sussurro letal no ouvido de Alessandra, o cano frio da arma pressionado sob seu queixo. Do lado de fora, a voz do segurança, mais alta, mais urgente. "...dois..." A Boreal. Seu império. Seu primeiro filho. Ou Mateo. A vida inocente que já havia perdido tanto por causa dela. Não havia escolha. Apenas sacrifício. Antes que Vitória pudesse dizer "um", Alessandra falou, a voz tremendo, mas audível. — Está tudo bem! — Ela gritou para a porta principal do banheiro, forçando a voz a soar irritada, não aterrorizada. — Eu só... tive um pequeno incidente... coisa de mulher, sabe? Houve uma pausa do lado de fora. Vitória a encarou, os olhos verdes faiscando, a arma ainda firme. — Uma amiga, por coincidência, estava aqui e entrou para

