Capítulo 66

647 Words

Dezenas de mensagens enviadas. Nenhuma resposta. O apartamento, antes um palco para sua sedução, agora era uma prisão silenciosa, com o cheiro de omelete e louça quebrada no ar. Vitória olhou para a tela do celular, os olhos vermelhos e inchados de um choro que não era de tristeza, mas de pura raiva. Jean havia simplesmente desaparecido. O controle, pela primeira vez em muito tempo, havia escapado de suas mãos. Ela precisava de informações. Precisava de um peão para mover. Com os dedos tremendo de fúria, ela discou o número de William. Ele atendeu no quarto toque. — Já está bêbado de novo, filho da p**a? — Ela cuspiu no telefone, sem nem dizer alô. — Nãão — a voz dele veio arrastada, a negação lenta e pastosa de um bêbado. — Só... relaxando. — Pelo amor de Deus, William! — E

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