Capítulo 221

436 Words

O caos do pronto-socorro do Hospital São Lucas era a sinfonia que Gabriel conhecia melhor. Bipes de monitores, o som de rodas de macas no piso polido, vozes calmas dando ordens urgentes. Por dias, ele se sentira um estranho em seu próprio corpo, um fantasma assombrando sua própria vida. Mas hoje, de volta ao seu jaleco branco, em meio à urgência de salvar vidas, ele se sentia, finalmente, de volta ao lar. Estava mais leve, mais focado. Estava presente. Durante uma rara pausa para o café, a mudança não passou despercebida. Ele estava encostado na bancada da copa, saboreando o café amargo, quando um de seus colegas, um cirurgião mais velho, lhe deu um tapinha no ombro. — Aí sim! — Disse o homem, com um sorriso. — Esse é o Dr. Cruz que a gente conhece. Uma enfermeira que passava, ouvi

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