Capítulo 122

381 Words

O interior do sedã blindado era uma bolha de silêncio. Do lado de fora, o caos do Fórum e o pandemônio da mídia se dissolviam nas ruas de São Pietro, mas dentro do carro, o único som era o zumbido suave do ar-condicionado. Alessandra olhava pela janela, mas não via os prédios ou as pessoas. Apenas o rosto do juiz, a mensagem de erro na tela, a mão de Gabriel se soltando da sua. A sentença ecoava em sua mente, um loop de desespero. Ao seu lado, no vasto banco de trás, seu pai, Cesar Mendonça, não disse uma palavra. Ele apenas olhava para a frente, as mãos repousando sobre os joelhos, a expressão serena, mas com uma dureza nos olhos. E essa era a melhor coisa sobre ele. Cesar sabia a hora de manter o silêncio. Ele não fazia perguntas que não tinham respostas fáceis. Não oferecia conselho

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