O sorriso de Jean Bianchi era genuíno, alheio ao campo de força invisível e hostil que acabara de se erguer entre as duas mulheres. — Vitória, querida, esta é Alessandra Mendonça, da Boreal. Foi a Sra. Mendonça quem fez aquela homenagem tão bonita à Débora. Vitória estendeu a mão, as unhas de um vermelho impecável parecendo garras retráteis. Alessandra a apertou. O toque foi gelado, rápido, um choque elétrico de pura animosidade disfarçado de formalidade. — Ah, sim. O discurso foi... comovente — disse Vitória, a voz um xarope doce que não alcançava os olhos. — É uma surpresa encontrá-la aqui. Não sabia que a Boreal tinha interesse em tecnologia. A pergunta era uma sonda, uma pequena faca procurando uma fraqueza. — Estamos sempre buscando expandir para áreas que valorizam a inovaç

