Capítulo 38

615 Words

O ruído do coquetel voltou a invadir os sentidos de Alessandra, soando oco e distante. O lugar, antes um palco para sua jogada estratégica, agora parecia uma armadilha, o ar rarefeito e hostil. Ela sentia como se cada par de olhos no salão estivesse sobre ela, dissecando, julgando. Precisava sair dali. Com um aceno de cabeça e um sorriso forçado para um dos organizadores do evento, ela se desculpou e caminhou, sem pressa aparente, em direção à saída. Cada passo era medido, controlado, mas por dentro, seu coração galopava. Apenas quando as portas de vidro se fecharam atrás dela e o ar frio da noite de São Pietro atingiu seu rosto, foi que ela se permitiu fraquejar. O ar entrou em seus pulmões com um silvo, e ela se apoiou na parede de concreto do estacionamento, as mãos tremendo. A im

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