Automutilacao...

504 Words
No geral a clínica era um lugar tranquilo de se trabalhar, mesmo sendo voltada para psiquiatria, Diana até que gostava, não sabia qual área iria trabalhar mas ser útil e ajudar os outros sempre foi algo muito natural. Eram quase 17hrs quando entrou uma moça bastante alterada, chorava bastante, e estava com dificuldade de respirar... Patricia e a amiga aguardaram para ver se havia algum parente acompanhando, porém passado alguns minutos vendo que ninguém entrava, Diana foi conversar com ela. Se aproximando percebia que o choro não cessava. - Boa tarde, me chamo Diana como posso ajudar? - Por favor preciso que alguém me ajude, estou com falta de ar, e dor no peito... não acredito que isso está acontecendo comigo - entre choro, soluço e suspiro foi oque conseguiu falar. Olhando para moça, percebeu que ela não parava de chorar e o sim estava ficando cada vez mais alto, e mais agitado... Pediu licença e foi bater na porta do Dr Renan, mas este já estava com paciente... Bateu na sala do Dr Gael, que parecia estar em uma teleconsulta. Diana explicou rapidamente oque aconteceu, mas este, pediu que aguardace até terminar a conferência... Voltando à mulher que ficou aguardando, ela estava descontrolada, pálida e a angústia em seus olhos era nítida. Sua pele muito clara estava vermelha e os olhos inchados. Diana notou que a mesma pressionava e apertava o pulso, nesse momento o celular da mulher caiu, ao abaixar para pegar, levantou depressa e desmaiou, nesse momento Diana viu os cortes recentes e antigos no pulso e antebraço. Gritando por socorro, Renan que estava saindo da sala e Dr Gael vieram auxiliar, colocaram a mulher em uma maca e a levaram para sala de enfermagem. - Diana porque vc não falou que era uma crise...- Gael questionou olhando pra mulher desacordada. - Na verdade eu até tentei mas o senhor estava atendendo e pediu que aguardace o término da vídeo chamada. Ela chegou um pouco ansiosa mas agravou conforme a espera. E o Dr Renan também estava em atendimento... tentei manejar verbalmente mas ela não se acalmou. - Não precisa me chamar de Dr ou senhor, me deixa velho - sorrindo pra Diana, Renan se aproximou da maca.- Essa paciente já passou conosco mas faz em torno de 2 anos... na época ela era adolescente, se chama Isa, eu acho. Pega pra mim por favor gazes, soro, micropore e uma faixa. Vou fazer um curativo nesse braço, tem cortes superficiais e profundos... Ela tinha parado de s*******r segundo os pais.Mas vai saber ne. fase difícil. - Voltou a olhar pra Diana que tinha uma expressão de pena, com curiosidade. - Não Diana, ela não vai morrer, os cortes não pegaram nenhum tipo de artéria, na verdade muitas vezes a automutilacao, para quem tem transtorno serve para aliviar a dor a angústia, mas não é indicado né, agora espero que ela retome o tratamento médico e psicológico. Se quiser ficar, quando ela acordar, vou atendê-la e tentar entender oque desencadeou isso.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD