~~ CAPÍTULO 5~~
PERTH
Antes de levar minha bolsa, olhei-me no espelho pela última vez, o laço no meu pescoço esconde as marcas roxas deixada pelos dedos de Lucca Rocco. Estou surpresa que ele simplesmente deixou-me viver, ele faz parte da p***a de uma máfia, e a tagarela aqui, falou bobagem.
Entrei no taxi um pouco abalada com tudo o que aconteceu, chegado trabalho, eu deixei meus pertences no escritório e saí para iniciar jornada de trabalho, levei o tablete no balcão e verifiquei agenda de hoje, pedidos mais pedidos.
— Você está bem?
Cage questionou olhando para me com pena, assenti levemente voltando minha atenção no tablete.
— Você não parece legal, vá descansar.
Não. Eu não posso parar minha vida apenas porque irritei um cliente, isso não é meu estilo, abandonar o trabalho por ações emocionais.
— O trabalho me distrai, por favor, me deixe ficar.
— Tudo bem, sua gorjeta caiu na conta.
— Você é o máximo, agora eu completo minha sala.
Eu murmurei animada, segurando o tablete com força, eu fui para o meu posto fazer minhas coisas, felizmente a noite voou, quando percebi eu estava descendo do taxi feliz porque amanhã irei escolher meu sofá e conjunto de tapetes, aproveitando comprar um novo par de sapatos e ir ao salão.
Finalizando a lista do que fazer, as portas do elevador se abriram suavemente, abro o zíper da minha bolsa para tirar as chaves do meu apartamento quando levanto a cabeça, meus olhos encontram uma figura irritável em minha porta.
— Não é tão corajosa quanto pensei.
Lucca Rocco, afirmou convicto disso, seu obro direito estava encostado na porta enquanto que sua perna servia de suporte, olhei para os cantos procurando por mais alguém, infelizmente, eu não vi ninguém, era apenas ele no corredor as 3h da madrugada importunando-me. Como ele entrou no condomínio e quem autorizou a subida dele para o meu apartamento?
— O que o traz aqui, sr. Rocco?
Eu disse para ele, parada na frente relaxando meu corpo categoricamente e franzi o cenho para ele.
— Conversar.
Ele respondeu.
— Sobre ter apontando a arma para me, ou sobre pedidos de desculpas.
Eu questionei para ele em tom de deboche.
— Ou veio duplicar sua oferta?
— Não vai me convidar para entrar?
— E porque eu faria isso?
Eu questionei cruzando os braços esperando que ele diga o motivo de estar em frente da minha porta em meio a madrugada.
— Está tarde, é perigoso ficar esperando no meio da noite.
— Engraçado, teria ficando na sua casa, tenho certeza que é mais confortável que a minha porta.
— É divertido, não tenho o que fazer e vim olhar para você, imaginar como eu mato você.
— Jura? Eu deveria ter medo? Estou morrendo de medo, se terminou de bancar o i****a, vá embora, pode machucar a coluna com a sua idade.
Eu disse para ele abrindo a porta do meu apartamento, quando ele quis entrar eu levantei o dedo muito irritada com a sua intenção de entrar no meu apartamento e transformar minha vida na sua fodida vida bagunçada.
— Não, aqui você não entra.
Bato com força a porta na sua cara, antes que ele pense em girar a maçaneta e entrar, virei as chaves trancando-a, suspirando, eu joguei minha bolsa no balcão, abri a geladeira retirei o jarro de água fresquinha para molhar minha garganta seca.
Meus músculos pararam rígidos, eu podia ouvir passos no corredor, incerta que Lucca Rocco tenha indo embora e desistido de importunar-me. Eu não sei o que ele quer comigo, não compreendo a mudança de comportamento, não sei o que esperar dele. Por que maldição estava na minha porta?
Coisa boa não deve ser.
Ligando o micro-ondas, eu fui tomar um banho rápido enquanto minha comida aquecia, vestindo um pijama quente, eu me sentei no assento e desfrutei da minha comida no meu silencioso apartamento.
— Seu quarto combina com você.