BIANCA NARRANDO. Eu respirei fundo e guardei o celular, só então eu percebi que o Gustavo estava me olhando diferente, como se tivesse entendendo o que eu estava sentindo. Ele tentou disfarçar, mas logo em seguida ele começou a puxar assunto. — Era sua mãe?! — Ele perguntou quebrando o silêncio. — Ah... Não... Eu não tenho mais minha mãe e nem meu pai... — Eu sorri fraco e fixei meu olhar no vidro do carro ao meu lado. — Sinto muito. — Ele pareceu ter ficado constrangido. — Relaxa, faz muito tempo... Eu moro com a minha prima, tem uns meses que me mudei para cá. — Sorri. — E você veio de onde? — Ele perguntou me olhando de canto de olho. — São Paulo... Eu tive uma vida bastante conturbada lá... vim para cá pra tentar uma vida nova, mas parece que a sociedade não dá muita oportunida

