Anthony passou logo cedo em casa. Tomamos café junto, enquanto ele mastigava desconfortável e eu também. Parecia que cada um tinha seu segredo à contar. O dia amanheceu chuvoso e frio. Trabalhei com dor de cabeça, e fui avisada de uma apresentação no próximo fim de semana. Minhas crianças cegas até bateram palmas de tanta alegria. Anthony passou na minha sala por volta das onze horas e me lembrou da tão temida festa com o irmão dele. Festejar não seria bem a palavra. É mais como uma despedida dos familiares e dá filha. Eloise estava murcha também. Não deu uma palavra na volta e nem quando arrumava o cabelo liso na frente do espelho. — Daqui a pouco ele passa aqui Elo. Eloise está olhando para o próprio reflexo, com olhos marejados. — Como acha que estou? Será que ele vai m

