Entrega no silêncio (HOT)

1783 Words
Entrega no silêncio (HOT) Daniela Marçal O quarto do Xavier era um mundo à parte, um local que eu nunca tinha entrado de fato, mas imaginava que fosse uma caverna ou um lugar tão neutro que doeria os olhos. O seu cheiro me confortou na hora e saber que estava em seu santuário me deixou mais tranquila. A porta do quarto fechou com um clique suave, selando o resto do mundo lá fora. Xavier me desceu ao chão, mas a distância entre nós era nula. Os seus olhos, agora focados unicamente em mim, brilhavam com uma intensidade que apagava toda a lógica. Não havia CEO, nem folha de cálculo; só homem e mulher. Ele não perdeu tempo. Os seus lábios voltaram aos meus com uma urgência diferente, não mais faminta, mas reverente. Uma das suas mãos moveu pelas minhas costas e, com uma lentidão deliberada que me fez prender a respiração, ele puxou o fecho do meu vestido. O tecido começou a escorregar pelos meus ombros. Eu senti a pele fria do quarto onde o tecido quente tinha estado, e um arrepio me percorreu. Era agora. Eu tinha de falar. — Xavier, espera — murmurei, a voz um sussurro rouco. Ele parou imediatamente, as suas mãos pairando sobre o tecido que caía. Ele inclinou a cabeça, a sua expressão uma mistura de desejo e questão. — Sim? — A sua voz era profunda, um tremor a percorrer o som. Eu agarrei os seus braços, os músculos duros sob as minhas mãos. Eu não conseguia olhar diretamente, a coragem que me tinha invadido na sala de estar se esvaiu no ambiente íntimo do quarto. — Isto... isto é mais do que um voto para mim. Eu... eu nunca estive com ninguém. – Como falar que era sem causar desespero? - Bom... - Não tem jeito. - Eu sou... virgem. O silêncio que se seguiu foi pesado. Senti o seu corpo enrijecer. Ele se afastou apenas o suficiente para me ver o rosto, e o choque nos seus olhos foi visível. A sua testa franziu numa interrogação. — O Paul? — Ele perguntou, o seu tom de CEO a surgir de novo, frio e analítico. — Vocês namoraram por quatro anos... e... – Sei que era confuso, mas a menção do Paul ficou, mas era inevitável. — Eu sei. Mas sempre tive reservas. Algo que não consegui resolver, algo... do passado. As minhas questões eram mais fortes do que o desejo. Nunca consegui dar esse passo com ele. Olhei em seus olhos, pedindo que entendesse a gravidade do momento para mim. Ele olhou para mim, e vi o momento exato em que a sua lógica cedeu à sua intuição. Ele respeitou o meu silêncio sobre a história que não contei. As suas mãos, que tinham estado tão ativas, se moveram devagar para o meu rosto, o toque suave um conforto incrível. — Daniela. Eu... – Eu sabia exatamente o que ele iria falar. — Não — o interrompi, segurando a sua mão na minha bochecha. — Não estou pedindo que pare. Estou te dizendo que esta noite, esta lição de entrega, vai ser a minha primeira. E eu quero que seja contigo. Quero poder escolher isso, sabe? Os meus olhos se encheram de lágrimas, mas de pura convicção. — Eu te amo, Xavier. Amo o homem que me beijou na Suíça, e o homem que está aqui, sem a armadura. Eu quero que a minha primeira vez seja com a pessoa que eu amo, com quem eu tenho este sentimento tão bonito e confuso. Não quero que seja eficiente. Quero que seja real. O muro na sua expressão se desmoronou. Ele inclinou a cabeça e me deu um beijo gentil, quase reverente, na testa. — Então, se é o você quer, será feito assim. — A sua voz estava rouca de emoção. Ele afastou o meu cabelo do pescoço. — E será perfeito para nós. Ele não era mais o CEO. Era o meu Xavier, o homem que estava disposto a perder o controlo por mim. Ele continuou a deslizar o vestido, mas agora com uma paciência e uma ternura que me fizeram fechar os olhos. Eu entregado a minha verdade mais profunda, e ele tinha aceitado como o voto que era. O beijo que se seguiu ao meu segredo não foi mais a explosão impetuosa da sala. Era promessa e ternura. As mãos de Xavier continuaram a deslizar o meu vestido, mas agora com uma paciência que me fez chorar. O tecido de seda caiu no chão, e ele o afastou com o pé, como se fosse o último vestígio da minha armadura. Fiquei ali, em lingerie, exposta à luz suave que vinha da lareira, e ao olhar dele. Não senti vergonha, me senti vista. Amada. Ele não me olhou como um CEO a avaliar um ativo, mas como um homem a contemplar o que lhe era mais precioso. Os seus olhos fixaram nos meus, e ele sorriu. Não o sorriso perigoso, mas um sorriso de rendição. — A lição da entrega começa agora, Marçal — sussurrou ele, a sua voz profunda. — E eu serei o teu aluno e o teu guia. No momento, eu achava que seria ao contrário, mas não iria dizer em voz alta. Já estava nervosa o suficiente. Ele inclinou e beijou o pescoço, a ponta dos seus lábios a roçar a pele sensível. O seu cheiro me invadiu, uma mistura perfeita de vetiver e calor masculino. Agarrei os ombros, sentindo o calor do seu corpo através da fina camisa de caxemira que ele vestia. O toque dele era um mapa que o meu corpo reconhecia há muito tempo, mas que só agora explorava. Ele recuou um pouco e, de forma repentina, impaciente, tirou a camisa. O corpo de Xavier era uma obra-prima de músculos tensos e pele suave. Não havia gordura, apenas a força do homem que controla impérios. A visão dele fez o meu estômago afundar, e o ar se tornou escasso. — Os teus olhos me dizem que não tens medo — provocou ele. — Os meus olhos dizem que estou ansiosa. — respondi, o meu tom igualmente baixo. Ele não precisou de mais convite. Me puxou contra o seu peito nu, e o choque do calor da sua pele contra a minha foi a faísca final. Os meus braços envolveram a nuca, e o nosso beijo tornou tudo o que tínhamos reprimido: o medo, o desejo, o chocolate quente, os Alpes, o contrato, o voto. Tudo se fundiu. A sua mão moveu pelas minhas costas, desfazendo o fecho do meu soutien. Quando ele o afastou, os meus s***s ficaram expostos ao ar frio e ao seu olhar. Ele olhou para mim por um momento, a adoração no seu rosto, antes de me beijar, guiando até à cama. Caímos nas sedas brancas e frescas, um contraste suave com o fogo que nos consumia. Ele ficou por cima de mim, apoiado nos cotovelos, e beijou com uma lentidão que era a tortura mais doce. Os seus lábios moveram pelo meu pescoço, para o meu ombro, e depois, finalmente, encontraram o meu peito. O gemido que soltei não foi de dor, mas de uma necessidade profunda e primordial. Senti a sua mão descer, os seus dedos ágeis a moverem pela minha anca, e depois para o elástico da minha calcinha. Ele hesitou, lembrando do meu segredo. Os seus olhos encontraram os meus. — Se quiser que eu pare... — Não — cortei, agarrando o seu rosto com as minhas duas mãos. — Não pare. Eu confio em ti, Xavier. Eu . Aquelas palavras, repetidas no silêncio do quarto, eram mais poderosas do que qualquer beijo. Vi a emoção pura inundar o rosto dele. Ele beijou com uma intensidade renovada e, num movimento rápido, retirou a minha última peça de roupa. Não houve pressa, mas sim precisão. Ele preparou com os lábios e as mãos, movendo com uma ternura que só ele podia oferecer. A cada carícia, a cada toque, ele estava a desfazer anos de medo e incerteza. Eu não conseguia parar de tremer, parte de entrega, parte de expectativa. Quando ele se posicionou, senti o calor da sua pele contra a minha. A sua respiração estava pesada, o seu controlo, por um fio. Ele olhou para mim, esperando a minha permissão final. Eu não conseguia falar. Apenas agarrei o pescoço e puxei para mais perto. O primeiro impacto foi um choque, uma dor breve e rápida que me fez ofegar. Eu apertava os olhos, mas as suas mãos grandes agarraram o meu rosto. — Olha para mim, Daniela. Está tudo bem. Estou aqui. Olhei para ele. Vi o amor, a preocupação e a urgência nos seus olhos. A dor diminuiu e foi substituída por uma onda de calor e plenitude. Ele não se moveu. Esperou que o meu corpo se adaptasse. — Não pare, Xavier — implorei, a minha voz quase um choro. — Por favor. E ele se moveu, as sensações se misturam e eu não sabia se gritava de dor e prazer. O ritmo que ele ditou foi uma mistura de urgência e adoração. Senti as lágrimas escorrerem pelos meus templos, não de sofrimento, mas de pura alegria e libertação. Eu não estava apenas a perder a minha virgindade; eu estava a ganhar o meu amor. Eu estava a dar ao homem que tinha derrubado a minha armadura com a mesma firmeza com que ele tinha derrubado a dele. Os nossos corpos chocavam, o som suave da pele e os nossos gemidos a encherem o quarto. Os meus sentidos estavam em fogo. Eu não conseguia pensar, apenas sentir. O controlo de Xavier desapareceu; ele era todo desejo e paixão. As suas mãos agarraram a minha cintura, aprofundando o nosso contato, movendo-nos juntos para a beira do precipício. Era muito, era tudo e era fantástico. Senti a tensão aumentar em mim, uma onda de calor que começou no meu centro e se espalhou pelo meu corpo. Gemi o seu nome como se fosse um apelo. - XAVIER! - um grito de rendição e êxtase. Ele correspondeu à minha libertação com um grito gutural, profundo, enterrando o rosto no meu pescoço. Ficámos ali, ofegantes, os corpos colados, a pele húmida, o nosso amor finalemente exposto. Ele saiu de mim devagar, com cuidado e aninhou ao meu lado, abraçando com uma força que era a sua forma de dizer "nunca mais te vou largar". Os seus lábios beijaram o meu ombro. — É real — sussurrou ele, o seu tom final e absoluto. — É o nosso voto — respondi, aninhando no seu peito, o cheiro de nós dois a envolver. Obrigada pelos comentários e bilhetes lunares 🥰
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD