Eu não tinha feito nada. Eram tapas, socos, pontapés — Um atrás do outro — E eu só conseguia me encolher, tentando me proteger. A cada golpe, a mesma pergunta ecoava dentro de mim: — Por que isso está acontecendo comigo? — Até quando eu teria que suportar esse pesadelo? Quanto mais eu pedia pra ele parar, mais ele batia, como se minhas súplicas fossem combustível pra sua raiva. Senti o gosto do sanguë escorrendo dos meus lábios, o rosto ardendo, o olho latejando depois de um murro forte. Foi só quando um senhor apareceu e conseguiu empurrar ele pra longe, foi ai que o inferno cessou por um instante. Eu mäl conseguia me levantar, tonta, os ouvidos zumbindo. O homem gritava por ajuda e, logo, uma senhora de idade correu até mim. Com o pouco de força que ainda restava, olhei pra ela — Meu

