Tigre narrando Eu estava encostado na parede da sala, com o olhar perdido e a camisa suada colada no meu corpo. A madrugada tinha deixado marcas profundas nos rostos de todos ali, mas o meu parecia o mais desgastado. Eu passou a mão no rosto, respiro fundo e solto, com a voz rouca e carregada de revolta: — A noite de ontem foi um inferno, mano. A p***a de uma guerra que a gente não teve nem tempo de se preparar. Parecia o Apocalipse descendo a viela… bala comendo de todo lado. Teve momento que achei que a gente ia cair. Todos se calaram, escutando. — E agora, depois de tudo, a gente descobre que o filho da p**a do Tubarão deixo um presente... uma semente podre que cresceu achando que é rei. O tal do M.V. — cuspo o nome como veneno — Se acha o fodão, o vingador do irmão, como se tivesse

