MV narrando Eu encosto na parede fria, com um cigarro aceso entre os meus dedos e o meu olhar perdido no vazio. A fumaça dança no ar enquanto eu falava, mais pra mim mesmo do que pra quem estava ao meu lado. — Aprendi uma parada nesses anos todos… — digo, a minha voz arrastada, mas firme. — Nosso pior inimigo não é o cara armado, nem o que tá no topo da quebrada… é a nossa mente. É ela que destrói tudo por dentro, devagar, sem a gente perceber. Eu dou uma tragada longa, soltando a fumaça pelo nariz. — Se tu consegue dormir no meio do caos, manter a calma, fingir que nem lembra do inimigo... aí tu ganha. Porque quando o cara acha que tu esqueceu, que tu tá fraco, é aí que ele baixa a guarda. E quando ele fica vulnerável... é nesse momento que a gente entra pra cobrar com juros e dor.

