Natalia narrando Eu respiro fundo, sentindo o peso do cansaço tomar conta do meu corpo. Os meus bebês estavam ali, vivos, respirando, pequenos, mas fortes. Eu olho para Vespa, que segurava a nossa filha com tanto cuidado que chegava a ser engraçado. O cara que metia bala sem hesitar agora parecia ter medo de apertar a própria filha com muita força. — Achei que não fosse conseguir… — Eu confesso, a minha voz fraca, mas carregada de emoção. — Pensei que não teria forças para trazer nossos filhos ao mundo. Vespa viro para mim, franzindo a testa. — Tá maluca, mulher? Tu sempre teve força pra c*****o. Eu riu fraquinho, sentindo as lágrimas arderem nos meus olhos. — Graças a Deus… tudo deu certo. Doutora Bianca, que terminava de organizar seus materiais, se aproximou, analisando os bebês

