M.V narrando No alto de um prédio abandonado no Complexo de Israel, Eu observava o horizonte da favela pela janela quebrada, o cigarro queimando entre os meus dedos e um sorriso frio desenhado no meu rosto. — Uma semana de paz... já foi mais do que suficiente, — murmuro, jogando o cigarro no chão e pisando em cima com força. — Eles devem estar achando que venceram, que me tiraram do jogo... Caminho até uma mesa onde mapas, rádios e armas estavam organizados como peças de um xadrez sombrio. Eu pego uma ficha com o nome de Vespa rabiscado à caneta e a jogo no centro do tabuleiro, seguido de outras: Curinga, Tigre, GB, e por último, o nome dela Natalia. — Agora é hora de movimentar as peças de novo... fazer eles sentirem que a guerra ainda não acabou... que eu tô sempre dois passos na fr

