Natalia narrando Eu estava na sala de medicação, com a luz baixa e o silêncio do plantão tomando conta do ambiente, eu passo as mãos pelo meu rosto, exausta. não só pelo dia cheio, mas pela batalha interna que travava desde que resolveu seguir com o plano. — Eu sabia... — murmuro, mais para mim mesma do que para qualquer um - Sabia que passar o dia ignorando o Vespa ia deixar ele puto da vida. Era estratégia. Fria, calculada, necessária. Mas doía. Fingir indiferença quando tudo dentro de mim gritava por ele não era fácil. Passar por ele no café da manhã sem sequer trocar um olhar, ignorar as mensagens e não aparecer no almoço... cada atitude era pensada, planejada, uma peça importante no teatro que eu estava montando. — E ele veio... — sussurro com um sorriso de canto, sem graça — Ent

