Vespa narrando O sol m*l tinha dado as caras por entre as frestas da janela, mas dentro daquele quarto, o tempo parecia ter parado. Eu abro os olhos devagar, piscando como se quisesse ter certeza de que aquilo tudo não era um sonho. Mas não era não. Natalia tava ali, colada no meu peito, respirando devagarzinho, como se o mundo lá fora nem existisse. O lençol embolado cobria metade do corpo dela, deixando à mostra as costas nuas, marcadas pelas carícias da madrugada. Eu passo a mão de leve no cabelo dela, sentindo o cheiro do shampoo misturado com suor e desejo. — c*****o, Nat... — eu murmuro, um sorriso meio torto escapando — tu viro minha cabeça de vez. Ela se mexeu, ainda meio entre o sono e a realidade, soltando um suspiro rouco que fez o meu sangue ferver de novo. — Cê fala demai

