Natalia narrando Eu estava encostada na varanda do quarto, com os meus olhos perdidos. O ar da noite estava mais leve, como se o próprio lugar também respirasse depois de tanto tempo sufocado. Eu cruzo os braços, sentindo a brisa tocar meu rosto, e solto um suspiro profundo, carregado de tudo o que ficou pra trás. — Agora que o MV não existe mais na nossa vida… — murmuro — a gente pode, enfim, respirar. Sentir um pouco de paz. — Esse maldito fez o inferno pra muita gente. Carregava rancor como se fosse coroa na cabeça. – Diz vespa me abraçando por tras — E deixo rastro de sangue por onde passou — completo Eu olho para ele, depois para o céu. — A gente fez o que precisava ser feito. Não foi por vingança... foi por justiça. Pela dor que ele causou, pelas vidas que ele destruiu. — A

