Curinga narrando Eu estava encostado na parede da boca, celular vibra no meu bolso. Eu olho o visor, respiro fundo, e faço o que precisava fazer: Ligar pra Fátima. O telefone chamou três vezes antes da voz dela atender: — Alô? — Sou eu, Fátima. — Ué, Renan… já tava pondo o café pra esquentar. Pensei que vinha hoje. Eu fecho os olhos por um segundo, sentindo o aperto no peito. Ela era o único respiro de paz naquele mundo podre. — Não me espera hoje, não, Fátima. — a minha voz saiu baixa, mas firme — A parada fico feia de verdade. — Foi o negócio com o Tigre, né? E a Cristina… o povo tá com medo. — Foi mais do que um susto. Foi traição. Alguém de dentro passou a visão dos passos do Tigre e armou pra eles. E eu... eu vou na mansão do CV essa noite. Preciso saber quem tá pó traz dessa

