Dumbo narrando Eu ainda não conseguia acreditar. Eu estava sentado na beira da cama, com as mãos entrelaçadas, o olhar perdido. Cecília dormia ao meu lado, a sua respiração tranquila, e eu se perguntava como diabos minha vida tinha chegado até ali. Ela tinha dito sim. Ela tinha me escolhido. E agora... agora a gente ia ter um filho. E fazer nossa família. Eu nunca teve nada que realmente fosse meu, nada que durasse, nada que eu pudesse chamar de lar. Mas agora, eu ia ter uma família. Eu ia ser pai. A ansiedade queimava no meu peito. Eu queria ver, queria ouvir, queria sentir. Saber que aquele pequeno ser realmente estava ali, crescendo dentro da mulher que eu amo. Na manhã seguinte, eu praticamente arrastei Cecília para a consulta. O caminho até o posto de saúde pareceu mais longo do qu

