Natalia narrando Os últimos dias tinham sido um turbilhão — dor, medo, lembranças que eu preferia esquecer. Mas agora... agora, tudo o que eu queria era voltar pra casa. Voltar pros meus filhos. E esquece de uma vez por todas essas dores e realmente viver. Sem pensar mais em vingança. Eu olho pela janela. O céu já começava a se tingir com os tons suaves do fim da tarde. Lá fora, o mundo seguia seu curso, alheio à tempestade que eu enfrentei. Respiro fundo e viro o rosto em direção à porta. Onde vespa está com aquele jeito de quem tenta parecer tranquilo. — Tá sentindo alguma coisa? — ele pergunta, se aproximando da cama. Eu balanço a cabeça devagar. Meus olhos, cansados, mas firmes, encontraram os dele. — Tô, sim — respondo com a voz baixa, mas decidida. — Tô sentindo saudade. Dos me

