Tigre narrando Depois de um longo e exaustivo dia, finalmente chego na casa. Da minha mãe a favela estava um caos, a tensão nas ruas parecia só aumentar, e eu sabia que precisava dar uma geral por lá para garantir que tudo ficasse sob controle. Mas agora, ao ver a casa à minha frente, senti um alívio no meu peito. Eu não conseguia mais esperar para ver a Cristina e sentir meu filho. Quando entrei na casa da minha coroa, senti o calor familiar, eu ouvi a voz suave da minha coroa vindo da cozinha e fui até ela. Lá estava ela, com um sorriso acolhedor no rosto, enquanto dava a mamadeira a Luna, minha pequena, que estava aninhada no colo da avó, com os olhinhos fechados e a expressão tranquila de quem se sentia segura. Eu me pego viajando nessa imagem e já imagino quando for o meu moleque.

