POV Danila
A festa na cobertura de Ariana está acontecendo, e a energia é quase palpável. As luzes suaves iluminam o espaço moderno e elegante, criando uma atmosfera íntima, mas festiva. Todos estão ali para celebrar nossa vitória, nossa nova Rose, e o fato de termos finalmente encontrado a peça que faltava para completar o quebra-cabeça do filme.
Richelle está animada, compartilhando histórias e risadas com a equipe. Eu, por outro lado, não consigo tirar os olhos de Ariana. Ela está brilhando, mais confiante e descontraída, e isso é algo que eu não esperava ver tão rápido. Afinal, a pressão tinha sido imensa nos últimos dias, mas agora, com tudo se encaixando, ela está radiante.
A música toca suavemente ao fundo, e os convidados se espalham pelo ambiente, conversando e se divertindo. Mas, de repente, meu foco se volta completamente para Ariana. Ela está conversando com Lucas e Richelle, e eu sinto que é o momento perfeito para me aproximar dela. Caminho até onde ela está, e sem dizer uma palavra, passo meus braços ao redor de sua cintura, puxando-a delicadamente para mais perto de mim. Ela se surpreende um pouco, mas não faz nenhum movimento para se afastar.
A sensação de tê-la assim, tão próxima, é… indescritível. Posso sentir a batida do seu coração, o calor de seu corpo, e isso, de alguma forma, me tranquiliza e me excita ao mesmo tempo. Ela olha para mim, e vejo um brilho de surpresa em seus olhos, mas, ao mesmo tempo, um sorriso suave começa a se formar em seus lábios.
— O que está fazendo, Danila? — Ela pergunta, sua voz suave e curiosa, mas com uma dose de diversão.
Eu sorrio de volta, meu olhar fixo no dela, e sem desviar a atenção, dou um passo mais perto.
— Nada demais. Apenas… pensando que uma conquista como essa merece ser comemorada da maneira certa. — Digo, mantendo meu tom casual, mas com uma intensidade que sei que ela sente.
Meus olhos não saem dos dela enquanto vou em direção à mesa onde estão os copos de champanhe. Pego uma taça e a seguro, estendendo-a até Ariana.
— Vamos brindar, Ariana. — Falo, minha voz agora mais grave, com uma energia diferente. — A você, a todos nós, e à nossa Rose. Que esse seja o primeiro de muitos brindes, mas o mais importante de todos.
Ela me encara por um momento, como se estivesse medindo minhas palavras. Há um instante de silêncio entre nós, e então, ela aceita o copo, seus dedos tocando os meus brevemente. A sensação da nossa pele se tocando é eletricamente carregada. Mas, antes que eu possa me perder nesse momento, Ariana levanta o copo e me dá um sorriso, seu olhar suave, mas cheio de algo mais profundo.
— Ao sucesso, ao filme e a todos que tornaram isso possível. — Ela diz, e o sorriso dela se amplia, parecendo sinceramente grata.
Eu levanto meu copo também, sentindo que, de alguma forma, esse brinde é mais do que apenas uma comemoração. É uma promessa. Uma promessa de que estamos prestes a dar início a algo grande, mas que também estamos prestes a mudar a dinâmica entre nós dois.
— À nossa Rose. — Completo a frase, com um olhar mais intenso, que ela, curiosamente, não desvia.
Nós brindamos, e, por um breve momento, o mundo ao nosso redor desaparece. Só existe o som suave das taças se tocando, e a presença dela, que agora, de alguma maneira, se tornou uma constante no meu pensamento.
...
POV Ariana
A manhã seguinte à festa começa calma, o sol já alto no céu, iluminando o estúdio e projetando sombras suaves nas paredes do meu escritório. Estou cansada, mas a energia da noite passada ainda parece fluir pelas minhas veias, me mantendo alerta.
O trabalho nunca para, e, depois de tudo que aconteceu, sei que o dia promete mais desafios e mais momentos de tensão.
Decido, então, ir até o trailer de Danila. Ele estava tão envolvido com o trabalho e com a festa ontem à noite que, certamente, deve estar exausto.
Quando chego perto do trailer, vejo uma janela entreaberta e, dentro, posso enxergar a silhueta dele, ainda dormindo, completamente alheio ao mundo lá fora.
O pensamento de vê-lo assim, tão tranquilo, me faz sorrir. Ele parece tão… normal, tão distante daquela persona de estrela que ele interpreta nas câmeras.
Com um sorriso suave no rosto, entro discretamente no trailer e caminho até ele, a xícara de café quente na mão. O cheiro do café me acalma... Coloco a xícara sobre a mesa e me inclino um pouco mais perto, observando-o dormir.
Ele está deitado de barriga para baixo, a respiração lenta e regular. Não posso evitar sorrir ao pensar que ele, no fundo, ainda é uma pessoa comum, não importa o quanto eu tenha tentado colocar uma distância entre a realidade e a ficção. Ele não é o Dimitri, e, ainda assim, de alguma forma, isso o torna ainda mais fascinante.
Decido acordá-lo com cuidado, não quero ser muito abrupta. Toco seu ombro suavemente, minha mão hesitando por um momento antes de ser tomada pela v*****e de acordá-lo de um jeito mais pessoal, mais íntimo.
— Danila… — Sussurro, minha voz suave, mas firme o suficiente para alcançá-lo.
Ele mexe um pouco, ainda no limiar do sono, até que seus olhos começam a abrir lentamente, focando em mim.
Eu vejo a confusão no começo, mas logo vem a suavidade de um sorriso. Ele está tentando se ajustar à luz da manhã, e, por um momento, ele parece perdido, antes de finalmente perceber o que está acontecendo.
— Bom dia, estrela do cinema… — Digo, tentando quebrar o gelo, e lhe entrego a xícara de café.
Ele pega o café, ainda com os olhos semi-cerrados, e dá um gole, os olhos fechando por um segundo enquanto saboreia a bebida. A expressão de satisfação que se forma no rosto dele me faz rir baixinho.
— Você sabe como me manter acordado. — Ele diz, com um sorriso preguiçoso, ainda tentando se recompor do sono.
Me sento ao lado dele, assistindo enquanto ele toma mais um gole do café.
O momento é tranquilo, mas há algo no ar que me faz perceber como a r*****o entre nós está mudando, ainda que de maneira silenciosa.
Ele me olha novamente, seu sorriso agora mais claro, mais real.
— Como está se sentindo depois da festa? — Pergunto, tentando desviar a atenção do que está acontecendo em minha cabeça.
Ele dá uma risada baixa, ainda um pouco sonolento.
— Bem, para ser sincero, estou me sentindo mais cansado do que eu deveria. Mas o café ajuda… — Ele dá mais um gole e me lança um olhar divertido. — E você?
— Eu disse que a festa não era uma boa ideia... - Brinco e ele ri das minhas palavras.
Eu o observo por um momento, tentando medir a intensidade do que estou sentindo.
— Estou bem. — Respondo, com um sorriso tímido. — Só um pouco cansada também… mas, acho que isso faz parte do trabalho.
Ele me observa de volta, com uma intensidade que não consigo ler.
— Você me surpreendeu ontem à noite.
Sinto meu coração acelerar ao ouvir essas palavras. Ele me surpreendeu também, mais do que eu gostaria de admitir.
— Você também… — Respondo, com um sorriso suave, que esconde o turbilhão de emoções que sinto dentro de mim.
Ele se senta na cama, ainda segurando o café, e fica mais próximo de mim.