— Esse acidente foi intencional, com o objetivo de me matar. Por obra do destino, aqui estou novamente de pé. Meu nome é Ares, como o deus da guerra. — Ouço risadas ao fazer a comparação, mas apenas os ratos e os espertos sabem do que estou falando. — Se vocês não conseguem lidar com o meu inferno, não deveriam ter acordado meus demônios. Dou um piscar de olhos para meu irmão, que está me encarando fixamente. Os inteligentes entenderão a quem estou me referindo. Os ingênuos apenas riem, acreditando que estou aqui de pé fazendo analogias com a mitologia grega. Meu avô me olha com orgulho, com a testa erguida. Ele viajou apenas para presenciar este momento, e sei que não ficará decepcionado. Rodrigo me entrega minha taça para o brinde, eu a levanto exaltado e brindo pela minha recuperaçã

