Capítulo 19

491 Words
Um lixo, uma pessoa completamente suja carregada de m*l humor, dor de cabeça e os demais sintomas que compõem uma ressaca. Ressaca, aquele sentimento e m*l estar que nos faz prometer que nunca mais iremos beber ou que nunca mais irei beber desse jeito. É também aquela coisa que nos faz não querer olhar para o lado alcoólico de uma bebida por todo um dia. Até que você se sinta esgotado e mais uma vez se obrigue a ter pequenos momentos de prazer momentâneo, eu costumo agir pela impulsividade. Sexo é o que me deixa relaxada, segura e que até mesmo cura a minha ressaca se assim for preciso. Não sou do tipo que acredita que se alcoolizar é o prazer momentâneo que preciso, principalmente por me deixar assim. Me fazer acordar mais cedo que o necessário, olhar para as paredes e tomar alguns litros de água enquanto eu luto com a v*****e inabalável de vomitar. Vai por mim, tudo piora quando você vomita e isso pode ser facilmente resolvido com um dramim que vai piorar todos os outros sintomas. Ele te mata aos pouquinhos, te deixa com o corpo mole e com a sensação de cansaço. Quando você finalmente pode dormir ele te faz invernar feito um urso, vai por mim, eu já dormi mais de dois dias diretos após tomar um desses comprimidos. — aí eu tô morto — ouvi j**k dizer antes mesmo de abrir os olhos — me diz por favor que nós temos remédio pra dor de cabeça. — eu não faço ideia — admiti — mas acho que sim, na primeira gaveta da mesa de estudos. — pode fazer isso pra mim?— ele perguntou sem se mexer e eu me levantei deixando a minha garrafa d'água de lado, junto ao comprimido peguei a do garoto lhe entregando tudo junto. Ele se sentou ainda de olhos fechados e estendeu as mãos onde eu coloquei suas coisas. — a claridade não vai piorar a dor — menti com um falso otimismo. — a claridade terminaria de explodir a minha mente — me devolveu a garrafa voltando a se deitar — e então, quais os planos pra hoje? — Eu vou dormir até as duas, comer alguma coisa lá pelas três e talvez a gente possa ir a um bar essa noite. Soube que tem um que abriu recentemente — contei voltando pra minha cama. — No momento eu não quero nem ouvir falar, mas essa noite eu com toda certeza vou estar muito afim de uma cerveja artesanal — ele respondeu. — inclusive foi m*l por ontem, eu não queria ter atrapalhado o seu lance com a ruiva — resolvi dizer logo de uma vez — acho que perdi um pouco o controle. — foi divertido — o vi sorrir — de qualquer forma não acho que eu e ela íamos muito longe, mas depois de cuidar tão bem de você acredito que ganhei um pontinho.
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