Marissol não sabe explicar como, mas de alguma forma ela sabia que receberia aquela ligação. Ao observar seu filho comer o almoço, uma sopa de legumes, sentado em sua cadeira, ela pega o celular e suspira ao ver o nome de Rosa. - Ela quer me encontrar de novo, não é? - Desculpe, mas sim. Marissol, você não precisa... - Tudo bem, não vamos ser hipócritas, ela está pagando muito bem, não podemos recusar. - Ela está oferecendo trinta mil por cada encontro, se você a encontrar pelo menos três vezes na semana... - Eu sei. Então vamos fazer isso. Não tenho nada a perder. - Não mesmo? Marissol suspira e passa a mão no cabelo. O filho come e a encara, não tendo noção do que acontece com a mãe, não entendendo o sacrifício que ela estar disposta a fazer para continuar vendo aquele sorriso.

