Dia divertido 5

1630 Words
Pedro Henrique está sentado no chão da cozinha brincando com seu carrinho. Ele sempre gostou de carros, mesmo que o desenho no celular lhe faça largar qualquer brinquedo. Marissol cozinha seu almoço, mas sempre com a atenção no filho, ela faz daquele pequeno ser o motivo de seu respirar, ainda que ele tenha aqueles olhos que lhe trazem tantas lembranças e emoções. - Pedro Henrique... – O menino a olha assim que escuta seu nome. – Legumes. - Nam, man, nam.             Ele faz uma careta assim que fala, com certeza uma criança normal que faz drama para comer legumes, mas Marissol sempre tenta. - Que isso, filho, é tão bom. - Bom, nam, r**m, muto r**m.             A gargalhada de Marissol é deliciosa. A mulher sempre tenta compensar sua ausência nas noites. Pelos menos há também os dias de folga, como aquele, mesmo sendo uma sexta não tem clientes, pelo menos nenhuma das fixas. - Tudo bem, espertinho, vamos fazer aquele delicioso macarrão, o que acha? - Gotoso, isso shim, gotoso.             Mais uma vez a mulher gargalha, ela vem acostumando seu filho muito m*l. Raquel não seria assim, a mulher nunca deixaria um filho almoçar só macarrão. Aquele pensamento lhe faz parar de cortar os legumes. Deixa um suspiro profundo sair da boca, já desistiu de tentar não pensar, lembrar-se da mulher. Sentir é inevitável quando se tem uma pequena cópia da n***a lhe encarando todos os dias. Mesmo que doa, ela só tem que parar e gritar para seu coração que nada daquilo é real. Relaxa e então abre os olhos que estavam fechados, voltando a encarar o filho. Sorri, pois com certeza a semelhança de Pedro Henrique com Raquel é até cômica. - Man, água.             Marissol vai até a geladeira e pega a mamadeira com água do filho, entregando-o. Ele bebe o tanto que quer e depois devolve para a mãe, voltando sua atenção para o brinquedo. Marissol resolve acabar com os pensamentos e tem uma pessoa que lhe ajuda bem com isso. Pega seu celular e manda uma mensagem, depois volta a cozinhar. Cerca de meia hora depois a campainha toca, Pedro Henrique levanta e corre para perto da mãe que vai para a porta, ao abrir tem a visão da vizinha com seus cachos vermelhos presos em um r**o de cavalo, trajando um short curto e uma blusa vermelha, juntamente com seus chilenos do time de futebol Ceará. - Foi daqui que pediram uma companhia para o almoço?             A garota estava com uma sacola nas mãos, onde tem uma garrafa de vinho. Marissol revira os olhos e se aproxima, beijando a bochecha da ruiva. Elas têm uma regra de nunca demonstrar nenhum contato íntimo perto de Pedro Henrique. - Tia, Fafa, macaão, man fez.             Rafaela pega o garotinho no colo assim que entrega a sacola para Marissol. - Eu sei, pequeno príncipe, por que acha que estou aqui? Estou muito a fim de comer o macarrão da sua mãe.             A ruiva olha para Marissol que revira os olhos, o duplo sentindo na frase foi um belo convite de “Quero dormir aqui hoje”. A morena entende, com certeza pensa em dizer sim, mas vai deixar o dia terminar para dar sua resposta. - Bincar, tia.             A garota sorri, depois encara Marissol e pisca, deixando claro suas intenções naquela noite. Caminha com Pedro Henrique no colo, logo estão sentados no chão da sala com vários brinquedos espalhados. - Que tal montarmos o quebra-cabeça?             O garoto assente freneticamente, sorrindo com a chupeta na boca. Rafaela começa a colocar as peças na mesinha de centro e juntos brincam animados. Marissol termina de fazer o almoço e se junta a eles na sala. - Man, tia Fafa tá enganando. - Não estou não, moleque.             Rafaela diz e avança contra o menino, fazendo cócegas em sua barriga, fazendo Pedro Henrique gargalhar. - Man, ajuda, man.             Marissol então vai para cima da ruiva e senta em sua cintura, segurando suas mãos contra o tapete, fazendo ela parar com as cócegas. - Que sexy, sua sorte é que ele está aqui. - Ou meu azar por assim dizer. - Ah, mulher, não me provoca. - Coca, man, faz coca na tia.             As duas são tiradas do momento s****l pela voz do garoto que avança contra a barriga de Rafaela, aproveitando que sua mãe segura suas mãos. A ruiva gargalha com a situação, não só pelas pequenas mãozinhas forçando as cócegas, mas pelos sorrisos que saem da boca daquele menino lindo e daquela mulher maravilhosa. Ela pode até querer se enganar, porém não consegue lutar contra, decidiu se deixar levar, continuar com o acordo, porque existem muitas situações que a fazem preferir ficar assim. Além da diferença de idade, tem Pedro Henrique, o fato de Marissol ser uma p********a, de luxo, mas ainda uma p********a e ainda amar sua ex mulher, mesmo não admitindo em voz alta, pode existir ódio, rancor e mágoa, mas com certeza o amor ainda está lá. Para Rafaela essa será a maior dificuldade caso aquele sentimento pela morena floresça. - Parem, parem, eu me rendo.             Pedro e Marissol se afastam, agora encarando a ruiva que tem lágrimas nos olhos de tanto sorrir. - Rende? - Sim, eu me rendo, bebê. - O menino fica ereto e cruza os braços. - Não sou mais bebê, man, diz pla tia que não sou mais bebê. - Claro que não, é meu homenzinho. – Marissol beija a bochecha do filho. – Vamos almoçar, crianças. - Hey, eu não sou criança. – Rafaela diz, fingindo ofensa. - Não, com certeza crianças não fazem as coisas que você faz.             Com isso a morena sai andando para a cozinha, deixando seu delicioso rebolado disponível para a visão da ruiva. - Ah, mulher, você com certeza está me provocando.             Rafaela sorri e segura na mão de Pedro Henrique, caminhando para a cozinha também. Mais um dia comum na casa dos Queiroz. Eles almoçam entre brincadeiras, a mais velha coloca na boca do filho enquanto come também. O menino está de férias da creche, onde foi um sacrifício para a mãe deixá-lo, mas aos poucos se acostumou, mesmo que tire um turno do seu tempo com o filho, também lhe dava oportunidade para cuidar do seu corpo e saúde, assim pegou o hábito dos exercícios físicos em casa, passou a ter a ajuda de Pedro Henrique, que adora ser levantado e ganhar beijos da mãe. A vida dos dois foi se ajeitando aos poucos. Com cautela e muito amor ela dá uma educação que não teve ao seu filho, tanto moral quanto escolar. Já é noite quando a n***a sai do banheiro após um longo banho depois de colocar o filho para dormir, vai para perto do guarda-roupa e se arrepia assim que sente duas mãos em sua cintura, logo puxando para fora do seu corpo a toalha. - Você passou o dia todo me provocando.             Rafaela sussurra perto do ouvido da mais velha, essa que morde o lábio inferior ao sentir o hálito quente da menor contra sua pele. - Deve haver algum motivo para isso, certo?             A ruiva então a vira rápido e encara seus olhos. As duas mostrando o t***o do momento. - Aquelas mulheres cheias da grana podem até te dar prazer, pagam para ter você. – Então a ruiva aproxima os lábios, apenas uma roçar provocativo. – Mas sou eu quem te deixo assim, toda molhada, toda excitada. – A mão da garota já está na parte íntima de Marissol, acariciando, sentindo-a lubrificada. – E eu tenho você de graça, apenas meu charme faz você ficar de quatro para mim.             A morena sorri com aquelas palavras, não são ofensivas, elas são bem claras sobre a situação de Marissol. É exatamente isso que acontece, mulheres pagam para ter prazer com ela, e o tem, mas Rafaela é a única mulher que a tem sem pagar um centavo. A mais velha sente desejo pela ruiva desde que deram seu primeiro beijo depois de uma rodada de vinho, uma semana depois estavam transando e nunca mais pararam. Marissol avança contra os lábios da outra, segurando firme em seus fios da nuca agora soltos. Não demorou para as roupas de Rafaela saírem do seu corpo, agora estão completamente nuas em cima da cama. A mais nova por cima, rebolando e gemendo ao sentir as intimidades se tocarem. - Mais rápido.             Marissol segura na b***a da outra e força mais o contato. A ruiva acelera, segurando com força contra o colchão, ergue o corpo e encara a morena, que sorri. Ela sorri de volta e se abaixa, voltando a beijá-la. Os corpos estão dando sinais do prazer se aproximando. - Oh, sim, Rafa, isso. - Gostosa, isso. p***a.             As duas gemem ao sentirem o o*****o se prolongar com o contato das intimidades sensíveis. Rafaela ainda rebola lentamente. Deixando seu corpo cair por cima ao da morena, que suspira, com certeza um maravilhoso o*****o. - Você ainda tem um daqueles brinquedos aí?             Rafaela pergunta assim que eleva o olhar e encara a mulher, que sorri. - Você gostou, não é? - Ah, sim, eu adorei. – A ruiva dá um selinho na outra e depois volta a encará-la. – Mas pensei em fazermos diferente dessa vez. - Como assim? - Que tal você usá-lo em mim?             O sorriso de Marissol se alarga, com certeza já imaginou essa cena, já pensou em f***r Rafaela. - Oh, sem dúvida podemos fazer diferente dessa vez.             Rafaela sai de cima da mulher e a ver ir para o guarda roupa, depois de pegar uma chave na bolsa, um local seguro, afinal ela tem uma criança curiosa em casa. Tira uma caixa e de dentro dessa a cinta, maravilhosa como da última vez. - Com certeza podemos fazer diferente. As duas sorriem, pois a noite está só começando. 
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