CAIO . . . Não consigo descrever o que estou sentindo neste momento. Era quase impossível acreditar em toda essa história. Consigo me lembrar o dia em que meu pai chegou em casa com um curativo na mão. Ele deveria chegar na noite anterior, mas simplesmente sumiu. Não atendia a ligação, nada ficamos todos preocupados, na manhã seguinte minha mãe me ligou e disse que ele havia chegado. Fui até a casa deles e ele simplesmente disse que aquele curativo foi um acidente de trabalho. Não nos disse muito além disso, seu semblante era triste. Foi a primeira vez que meu pai “tecnicamente” foi agredido por um paciente. Por isso me lembro bem deste dia. - Diz alguma coisa... – ela pede. – Eu sei que deveria ter te contando antes. Mas eu nunca contei isso para ninguém, nem mesmo Alex sabe deste e

