Capítulo 02

1029 Words
Não, ela não iria pegar e nem matar uma criança ou sei lá oque ele queria fazer, já não basta os animais, eu sou uma bruxa, filha da mãe natureza, irmã dos seres vivos. Não irei fazer oque ele quer! Os dias foram se passando e ela mais convicta que não iria fazer oque aquela criatura pediu, aquela criatura horrível, mas tão linda ao mesmo tempo, iria fazer qualquer outra coisa, até se deitar com ele novamente, coisa que a aterrorizou durante uns dias e a deixou machucada durante uns dias. Ele disse para pegar a criança para ela conhecer a verdade, ter o conhecimento, mas e se ela falar que não quer isso, que só quer continuar como está e foi isso a grande ideia dela, ou ideias ° Dizer que não quer ter o conhecimento ° Se deitar com ele novamente ° Implorar que não e acentuar que isso não está no contrato Alguma das ideias iria dar certo, só falta saber qual, dias foram se passando e logo chegou o dia decisivo, era noite limpa de lua cheia, o primeiro dia da lua chega, atrás de casa nua ela o esperava, fazendo suas poções e sem nem um animal e sem nem uma criança para seu demônio, por trás dos pinheiros ele foi vindo, todo de preto mas dessa vez sem sobretudo, talvez por ser uma noite quente, ele parou onde a luz batia nele e sua palidez dava um contraste, ele o observava sem ela perceber, oque se passava na cabeça dele, aque ele achava daquela pobre criatura? Ele fez um barulho com a boca e ela olhou. ~ Onde está minha criança? ~ Não quero saber de nada que queira me mostrar então, não peguei a criança ~ Mas eu ordenei que pegasse a criança - disse ele com uma voz rouca ~ Mas isso não está no nosso acordo, então não é de minha obrigação fazer ~ Corajosa, mas corajosa que eu imaginava - olhou para ela ~ Então você será a oferenda novamente de forma diferente Dessa vez ele não quis t*****r com ela como oferenda, mandou deixar no gramado, pegou uma vela vermelha e foi pingando no corpo todo até sua pele branca ficar toda vermelha e sensível, após a pele dela nesse estado ele foi fazendo diversos cortes superficiais nas suas pernas, b***a, barriga, braço e costa. Ela chorava e ele não mostrava nem uma expressão em sua face, ela apenas chorava, não se mexia, não berrava, não pedia para ele parar, apenas chorava. Quando a grama à sua volta já estava vermelha de sangue, foi aí que ele parou e foi embora, andando tranquilamente sem olhar para trás. Ela se levantou e foi para o banho, os cortes quando caia a água doíam cada vez mais, ela chorava no banheiro mas não era por dor e para entender porque alguém é assim e faz isso, as dores nem importavam mas, mas aquela criatura estava grudada em sua cabeça e não saia de jeito nem um, será que alguém pode não ter centímetro ? Será que alguém pode ser tão c***l assim ? Será que ele iria fazer isso com a criança? Em meio a muitos, por que ela foi pensando todo dia nele e as pesquisas que ela fazia em livros não tinham nada a ver com ele, ele era um monstro sim, mas quando ela olhava no fundo dos olhos dele ela via algo, na face sem expressão parecia guardar algo nela, ela pensava com ela mesma "será que estou louca", essa curiosidade estava matando ela, e apenas uma vez no mês. Foi então que ela decidiu procurar algum ritual que pudesse vê-lo toda semana, e enfim ela achou. Um ritual muito simples mas precisava da presença do seu demônio toda semana para potencializar seu ritual, um ritual de proteção e força para suas magias e seu demônio é o "objeto de magia", ele que tinha que ir toda semana passar um pouco de sua magia a ela e ela ofereceu seu corpo como troca, para não matar mas nem um animal e não correr o risco de ter que sacrificar crianças, com ela, ela podia suportar a dor. Fazendo o ritual ele apareceu ~ Me deseja ? ~ Desejo sua força! ~ Minha força e minha proteção, em troca seu corpo no qual eu não poderei fazer nada por que você pede minha proteção, porque aceitaria ? ~ Porque você é meu demônio pessoal como diz ~Aceitarei porque você é um ser peculiar ~ Como assim peculiar? ~ Os outros não se importam com os outros e você sim Ele foi em direção dela no pentagrama, acendeu um fogo em volta dele que logo se apagou e disse " contrato feito", ele a puxou pela mão e dessa vez, pela primeira vez ele a tratou com delicadeza, a levou até o quarto e a fez sentar em seu colo, mexeu em seus cabelos avermelhados e suas bochechas ficaram vermelhas, ele passou o dedo em seus lábios rodados e os olhos dela estavam conectados nos dele. ~ Eu sou um demônio, eu o desejaria sofrendo em minhas mãos, eu tiraria seu sangue novamente e queimaria sua pele novamente, eu o torturaria com seus piores medos, porque eu sou um demônio, não se engane. ~ Pode fazer! Disse ela em um suspiro com sua boca próxima a boca dele, no qual ela sentia sua respiração ~ Por causa do contrato e hoje não irei querer seu corpo. Se levantou colocando a na cama e sumiu após passar pela porta. Seu coração batia o mais rápido possível, ela sentia seu sangue quente em todo seu corpo, ela sentia borboletas no estômago, mas não podia acreditar que aquilo era verdade, que aquilo que ela estava sentindo era algo como paixão ao um demônio que a torturou e que queria torturar. Ela parava para pensar e só lembrava de seu rosto pálido com aquela voz rouca, boca vermelha e mãos compridas, os olhos eram indefinidos como um preto ou vermelho, era lindo mas ela não podia. Isso tudo era só para ter mais conhecimento e aprender tirando informações dele durante suas visitas
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