Capítulo 124 Júlia

1385 Words

Júlia Narrando Pensei que eu nem fosse conseguir curtir o pagode com as meninas depois daquela surra de paü que eu levei… Mas fico feliz, porque também dei uma surra de bøceta, como diz a Suellen. Quase um ano de convivência já deu pra eu me familiarizar com esse dialeto de cria. A mulher tem o dom da língua — em todos os sentidos. O Ferradura ficou me olhando do mesmo jeitinho que olhava quando a gente se conheceu. Um olhar firme, bruto, com aquela sombra de dor lá no fundo, a mesma que eu carrego desde que vi minha família inteira ser apagada num único dia. A mesma dor que a gente dividiu sem falar muito. Ele fala com os olhos, e os olhos dele dizem que eu sou dele. E isso me basta. Amo o jeito do meu ogro, doido, intenso… com um simples olhar ele consegue fazer até as mulheres desvi

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