Júlia Narrando Contar tudo pra Drika foi como abrir uma ferida antiga e deixar o vento passar. Eu mostrei cada foto, cada vídeo, cada trecho que o Cracker conseguiu resgatar. Mostrei como tudo tinha sido manipulado, distorcido, arrancado da verdade pra virar mentira. Ela chorou. Chorou amargamente, com o corpo tremendo e o rosto molhado. Mas junto com a dor, veio um alívio que se espalhou pela sala como se o ar ficasse mais leve. Ela falava emocionada, e a voz dela arranhava por dentro de mim. Eu olhava pra Isa, pra Suelen, tia Marta e tia Nina... todas ali, com os olhos brilhando, segurando as próprias dores enquanto assistiam a dela se derramar. Quando terminou, Drika soltou um suspiro tão fundo que parecia vir de cinco anos atrás. Disse que nada daquilo traria de volta o passado, que

