Ferradura Narrando Joguei ela dentro do carro igual se joga um pacote valioso que ninguém pode por a mão. Ela gritou, esperneou, mandou eu botar no chão, mas já era. Já tinha passado do meu limite. — Cala a boca, Júlia. Chegando em casa a gente troca essa ideia direito. — Passei a pørra da visão para ela, sentindo meu sangue ferver. Ela tentou se levantar no banco, os olhos me queimando de ódio. — Por que que tu fez isso, Ferradura? Por quê? — Perguntou firme com os olhos molhados. — Cala a boca, pørra! — soltei entre os dentes. — Agora não! — Ele só beijou ela, Ferradura… não foi nada demais… — Suellen no banco de trás tentou apaziguar. — Fica na tua, Suellen! — rosnei, sem nem olhar pra trás. — Fica na tua, que eu não tô perguntando! Peguei o volante com as duas mãos, jogando o

