Drika Narrando Eu jurei pra mim mesma que se um dia ele tivesse a coragem de aparecer na minha porta, eu ia jogar um balde de água fervendo na cara dele. Ou de água fria. Tanto fazia. Só queria que ele sentisse, nem que fosse por um segundo, a mesma dor que eu senti quando ele me virou as costas naquele morro. Quando ele escolheu acreditar no que jogaram no colo dele ao invés de olhar nos meus olhos. Mas não foi isso que aconteceu. Quando abri a porta e vi ele ali… meu coração deu um salto que eu odeio admitir. Lindo, do jeito que sempre foi. Mesmo carregado de mágoa, dor e culpa no olhar, ele ainda tinha o mesmo efeito em mim. Me deu raiva. Dele. De mim. De tudo. Porque por mais que eu quisesse gritar, bater, cuspir tudo na cara dele... eu sabia que não podia. Eu não tava mais sozinha

