Isa Narrando Eu sou a Isa, cria da favela, vivida demais pra me abalar com pouca coisa. Nunca precisei abaixar a cabeça pra homem nenhum, mas também não sou burra de bater de frente com quem carrega peso de verdade na comunidade. Respeito é o que mantém a ordem, e eu sei onde piso. Agora, se vier com marra errada, já sabe: vai ouvir de volta. Tava suave em casa, Dudu tirando aquele cochilo de rei, quando a Drika recebeu a mensagem da Duda. Ela logo meteu aquele sorrisinho de canto que eu conheço bem. — Pagode? — ela soltou, olhando pro celular. — Duda perguntou como foi com o Espoleta e já chamou a gente pra resenha. vocês sabem que a Mangueira ferve nesses dias. Drika fez aquela cara de quem queria, mas tava cheia de nó na mente. — Já fiquei cinco anos sem botar o pé num pagode, Isa

