Ferradura Narrando Uma semana depois Acordei com o barulho do rádio chiando no criado-mudo, mas nem dei ideia. Era cedo ainda. Abri os olhos, olhei pro teto, respirei fundo. Já fazia uma semana que Júlia tá na Mangueira. Júlia. A bomba que caiu no meu colo do nada, no meio do caos daquele restaurante. E eu, que nunca fui de me apegar em pørra nenhuma que respira, me vi metendo ela pra dentro da comunidade, botando teto, comida e proteção. Doideira, né? Ela tá mais calma quanto a ficar no asfalto, o problema sou eu, sei que é o melhor se fazer nesse c*****o, essa pørra transitar todos os dias, sem eu saber que vou poder levar ou trazer, colocar a vida dela em risco ainda mais com a beleza que ela tem, sei que é melhor você fazer, mesmo contra a vontade dela. Me levantei, já entrando deba

