Aline Narrando Desliguei o telefone na cara dela e meu peito tava em guerra. A raiva ainda queimava, mas por trás dela tinha algo mais fundo... um incômodo que eu não sabia nomear. Ingrid sempre soube apertar meus botões, e agora, mais uma vez, tava me fazendo perder o eixo. Passei a mão no rosto, respirei fundo. Por um instante, quase fui até a boca procurar o Ferradura, quase mandei uma mensagem, quase... Mas eu sabia que aquele não era o caminho certo. Ele era o homem dela, mesmo que ela tivesse bagunçado tudo. Eu não era como ela. Então fui até o hospital, avisei que ia precisar sair por um tempo, e peguei o caminho que eu sabia que era o certo. Júlia me recebeu com uma expressão estranha, como se sentisse no ar que eu não vinha com notícia boa. Sentei no sofá na área na frente da

