Pedra Narrando Mano… faz uns 10 dias que eu tô na missão pra colar no Rio. Saí do Paraná com o corre fechado, rota ajeitada, jatinho no esquema. A missão era simples: pousar, falar com o Ferradura pessoalmente. Só que nada é simples quando tão querendo engolir tua rede. Tentaram invadir a nossa, e não dava pra confiar nem na própria sombra. Por isso que fui eu mesmo. Eu, Gafanhoto e o silêncio do céu. Dei um salve no Coruja antes de embarcar. Ele olhou no meu olho, firme, e falou: “Se der merdä, tu não tenta bancar o herói.” Eu só balancei a cabeça e subi. Não sou herói, sou pedra, pørra. Tava tudo no tranquilão até os sensores do jato apitar. Primeira coisa que veio foi uma luz vermelha piscando que nem escola em dia de baile. Gafanhoto gelou. Olhou pra mim e mandou: “Deram o bote, ir

