Ferradura Narrando Tava boladão. De verdade. A mente não parava um minuto. Só queria ver logo aquela porta do centro cirúrgico abrir, mano. Três horas se passando, coração na boca. Quando a Aline saiu e falou que o Pedra tava bem, que não tinha acordado ainda, mas tinha passado da pior... eu respirei. Alívio na alma. Mas não vou mentir: o peso ainda tava aqui, pendurado na nuca. Porque minha cabeça ainda tava no Paraná. No Coruja. Nos maluco que tão achando que podem brincar com a gente e sair rindo. Só que ninguém mexe com a tropa e fica ileso. Aí veio a notificação. Júlia. A braba. Desvendeu o bagulho. As imagens. A parada que rolou naquele dia que o Espoleta quase apagou a Adriana. Ali eu nem pensei duas vezes. Passei a visão no grupo, subi na moto, e só virei pro Espoleta: — Vam

